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Marcadores do discurso: preenchendo os espaços vazios nas conversas - por Alessandro

Eu acabei de ouvir um podcast com uma entrevista com o Dave do ESLCafe. Durante quase 1 hora e meia de podcast a coisa que mais me chamou a atenção foi o número de vezes que ele usou elementos lingüísticos que servem para “preencher os espaços vazios” durante a fala. Um deles é o “you know”.

A propósito, vocês já perceberam o quando alguns falantes do inglês usam expressões como: “you know”, “you see”, “I see”, however, so e anyway? Essas palavrinhas são chamadas de marcadores de discurso, utilizá-las adequadamente além de dar um tom mais natural à conversa, permite que você ganhe tempo para pensar no que vai dizer em seguida.

No português nós usamos muitos marcadores de discurso sem perceber, veja só: “entendeu?”, então, daí, “sabe?”, “veja bem”, “digamos assim”, “na verdade” e etc. Quando estiver conversando em português, perceba como você usa essas palavras para ganhar tempo e preencher o espaço vazio da conversa.

Vamos conferir mais alguns exemplos de marcadores de discurso em inglês:

I mean: equivalente ao nosso “quer dizer”. Exemplo: I hate carnival, I mean, I don’t like it very much.

Actually: equivalente ao nosso “na verdade”. Exemplo: Actually, I would like to go with you.

In other words: equivalente ao nosso “em outras palavras”. Exemplo: Does she have the right work experience and skills – in other words, can she do the job?

Perceba que quando nos acostumamos com os marcadores até mesmo a compreensão do inglês fica mais fácil, como eles não passam nenhuma informação importante na conversa, podemos focar a atenção nas palavras e expressões que realmente importam.

ALUNOS DO PRIMEIRO ANO "B" DE INGLÊS, PARA AJUDAR NAS PESQUISAS SOBRE OS PAÍSES, COLOCO AQUI O SITE: http://www.sogeografia.com.br/Bandeiras/

ALUNOS DO PEDRO II, ESTAMOS RENOVANDPO A CARA DO BLOG COM MATÉRIAS MARAVILHOSAS PARA VOCÊS, ESTUDANTES DE INGLÊS E ESPANHOL! AGUARDEM!

COLEGAS DO NELL, VAMOS PARTICIPAR!


De:Katia Brandão 
Enviada:sexta-feira, 10 de setembro de 2010 22:54:07


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Entrevista do http://www.swissinfo.ch/por/index.html sobre bilinguismo.

Quarenta por cento dos habitantes da Suíça são bilíngues. O cérebro de pessoas que dominam dois ou mais idiomas não é mais complexo do que o de pessoas que falam uma língua.

É o que afirma em entrevista à swissinfo.ch o neurologista Jean-Marie Annoni, professor do Departamento de Neuropsicologia do Hospital Universitário de Genebra, que há anos pesquisa esse fenômeno.


Os suíços orgulham-se de serem um dos povos mais poliglotas da Europa. Eles têm quatro idiomas oficiais - alemão, francês, italiano e reto romano – e ocupam o terceiro lugar entre os europeus no domínio de línguas estrangeiras, atrás dos holandeses e luxemburgueses.

Segundo uma pesquisa publicada em 2008 pelo Fundo Nacional Suíço, os habitantes da Suíça alemã e italiana dominam, em média, 2,2 idiomas estrangeiros; os da Suíça francesa, 1,7. Mas o inglês não tem a função de "língua franca" no país.

swissinfo.ch: Pesquisas da Clínica Neurológica do Hospital Universitário de Genebra mostram que duas línguas não precisam de mais espaço no cérebro do que uma. 
Jean-Marie Annoni: Sim, exatamente. As duas línguas são administradas pelas mesmas estruturas do cérebro. Há uma espécie de interruptor que ativa o idioma desejado e bloqueia o outro. Trata-se de mecanismos de controle no cérebro que são observados em outras atividades cerebrais. 

A situação é um pouco diferente nas crianças que já dominam dois idiomas antes de completar cinco anos de idade. Neste caso, as línguas estão interligadas. 

Quando alguém aprende uma segunda língua mais tarde, ela é gerida pelas mesmas estruturas do cérebro, mas pode ocupar um pouco mais de "memória". 

swissinfo.ch: Pode alguém ser completamente bilíngue, ou se domina uma das duas línguas melhor do que a outra? 
J.M.A.: Há pessoas que crescem bilíngues, falando um idioma com a mãe e o outro com o pai. Neste caso poderíamos falar de bilíngues perfeitos. No entanto, com o aumento da idade, essas pessoas geralmente desenvolvem uma preferência por uma língua, seja a da escola ou a do trabalho. 

Em todo o caso, a pessoa irá desenvolver diferentes habilidades em ambos os idiomas. Isso permite que alguém se movimente melhor com uma língua no mundo do trabalho e utilize a outra para questões emocionais. 

swissinfo.ch: Pode-se dizer que o melhor é aprender um novo idioma quanto mais cedo possível? 
J.M.A.: Aprendendo-se uma língua após os cinco anos, o envolvimento das estruturas cerebrais pode variar bastante. Mas isso não significa que alguém domine menos um idioma. 

Conheço muitas pessoas que aprenderam somente mais tarde uma segunda língua e a falam tão bem quanto sua primeira língua. Alguns dominam o segundo idioma até melhor porque vivem em um contexto onde o usam mais. 

Um inconveniente para as pessoas que aprendem uma segunda língua mais tarde é a expressão fonológica. Enquanto as crianças até sete anos aprendem automaticamente a pronunciar corretamente o "r" francês ou "rr" italiano, os demais têm de o aprendê-lo mais tarde. Mas muitos não têm dificuldade com isso. 

swissinfo.ch: Existe um dom inato para línguas? 
J.M.A: Como acontece com a leitura e a escrita, também há pessoas que aprendem a fonologia com maior rapidez e eficiência do que outras. São pessoas que têm um bom ouvido. Isso explica, em parte, porque alguns aprendem uma língua estrangeira mais rapidamente do que outros. 

No entanto, o fato de alguns países, como a Suíça, terem uma percentagem tão elevada de bilíngues tem origens culturais. 

swissinfo.ch: Algumas pessoas dominam mais do que duas línguas. Quantas línguas se pode realmente aprender? 
J.M.A: Observou-se que alguém que já fala quatro idiomas tem mais facilidade para adquirir as bases de uma nova língua. O cérebro provavelmente desenvolve algumas habilidades específicas. 

As pessoas podem separar bastante bem quatro ou cinco línguas. Nós não pesquisamos, porém, quanta "memória" é necessária para mais de quatro línguas. Não há muitas dessas pessoas. 

Marc-André Miserez, swissinfo.ch 
(Adaptação: Geraldo Hoffmann)


Síndrome de Burnout (de acordo com a WIKIPEDIA)

 Descrição

Síndrome de Burnout é um distúrbio psíquico de caráter depressivo, precedido de esgotamento físico e mental intenso, definido por Herbert J. Freudenberger como "(…) um estado de esgotamento físico e mental cuja causa está intimamente ligada à vida profissional".[1]

A síndrome de Burnout (do inglês to burn out, queimar por completo), também chamada de síndrome do esgotamento profissional, foi assim denominada pelo psicanalista nova-iorquino, Freudenberger, após constatá-la em si mesmo, no início dos anos 1970.

A dedicação exagerada à atividade profissional é uma característica marcante de Burnout, mas não a única. O desejo de ser o melhor e sempre demonstrar alto grau de desempenho é outra fase importante da síndrome: o portador de Burnout mede a auto-estima pela capacidade de realização e sucesso profissional. O que tem início com satisfação e prazer, termina quando esse desempenho não é reconhecido. Nesse estágio, necessidade de se afirmar, o desejo de realização profissional se transforma em obstinação e compulsão.[1]

Estágios

São doze os estágios de Burnout:

 Sintomas

Os sintomas são variados: fortes dores de cabeça, tonturas, tremores, muita falta de ar, oscilações de humor, distúrbios do sono, dificuldade de concentração, problemas digestivos. Segundo Dr. Jürgen Staedt, diretor da clínica de psiquiatria e psicoterapia do complexo hospitalar Vivantes, em Berlim, parte dos pacientes que o procuram com depressão são diagnosticados com a síndrome do esgotamento profissional. O professor de psicologia do comportamento Manfred Schedlowski, do Instituto Superior de Tecnologia de Zurique (ETH), registra o crescimento de ocorrência de "Burnout" em ambientes profissionais, apesar da dificuldade de diferenciar a síndrome de outros males, pois ela se manifesta de forma muito variada: "Uma pessoa apresenta dores estomacais crônicas, outra reage com sinais depressivos; a terceira desenvolve um transtorno de ansiedade de forma explícita", e acrescenta que já foram descritos mais de 130 sintomas do esgotamento profissional.[1]

Burnout é geralmente desenvolvida como resultado de um período de esforço excessivo no trabalho com intervalos muito pequenos para recuperação, mas alguns consideram que trabalhadores com determinados traços de personalidade (especialmente de neuroses) são mais suscetíveis a adquirir a síndrome. Pesquisadores parecem discordar sobre a natureza desta síndrome. Enquanto diversos estudiosos defendem que burnout refere-se exclusivamente a uma síndrome relacionada à exaustão e ausência de personalização no trabalho, outros percebem-na como um caso especial da depressão clínica mais geral ou apenas uma forma de fadiga extrema (portanto omitindo o componente de despersonalização).

Trabalhadores da área de saúde são freqüentemente propensos ao burnout. Cordes e Doherty (1993), em seu estudo sobre esses profissionais, encontraram que aqueles que tem freqüentes interações intensas ou emocionalmente carregadas com outros estão mais suscetíveis.

Os estudantes são também propensos ao burnout nos anos finais da escolarização básica (ensino médio) e no ensino superior; curiosamente, este não é um tipo de burnout relacionado com o trabalho, talvez isto seja melhor compreendido como uma forma de depressão. Os trabalhos com altos níveis de stress podem ser mais propensos a causar burnout do que trabalhos em níveis normais de stress. Taxistas, bancários, controladores de tráfego aéreo, engenheiros, músicos, professores e artistas parecem ter mais tendência ao burnout do que outros profissionais. Os médicos parecem ter a proporção mais elevada de casos de burnout (de acordo com um estudo recente no Psychological Reports, nada menos que 40% dos médicos apresentavam altos níveis de burnout)

A chamada Síndrome de Burnout é definida por alguns autores como uma das conseqüências mais marcantes do estresse profissional, e se caracteriza por exaustão emocional, avaliação negativa de si mesmo, depressão e insensibilidade com relação a quase tudo e todos (até como defesa emocional).

O termo Burnout é uma composição de burn=queima e out=exterior, sugerindo assim que a pessoa com esse tipo de estresse consome-se física e emocionalmente, passando a apresentar um comportamento agressivo e irritadiço.

Essa síndrome se refere a um tipo de estresse ocupacional e institucional com predileção para profissionais que mantêm uma relação constante e direta com outras pessoas, principalmente quando esta atividade é considerada de ajuda (médicos, enfermeiros, professores).

22 de Agosto, dia do folclore. Comecemos a preparar aulas temáticas!

Em geral tratado de forma preconceituosa ou limitada, o folclore é uma área de saberes e expressões que merece muito mais reflexão na hora de ser abordado na escola

Thais Gurgel (Thais Gurgel), colaborou Paula Monteiro

No calendário, o folclore tem data marcada para ser lembrado: dia 22 de agosto. E na vida das pessoas, quando ele acontece? Ter clareza sobre essa questão é o primeiro passo para trabalhar na escola as manifestações e a importância da cultura popular tradicional. Por isso, preparamos este conteúdo especial, dividido em três partes: uma entrevista com o educador popular Tião Rocha, do Centro Popular de Desenvolvimento e Cultura, uma pequena antologia de clichês sobre o tema, acompanhada da devida desconstrução de cada um deles e um quiz para estimular a reflexão sobre o folclore.

ClichêsEntrevistaQuiz

 

Mais sobre folclore

REPORTAGENS

PLANOS DE AULA

Não raro, o folclore costuma resumir-se nas salas e pátios escolares à comemoração de seu dia, quando são relembradas lendas como a da Iara, do Saci Pererê, do Curupira, entre outras. Como geralmente não se articulam em projetos ou sequências didáticas nem fazem parte do dia-a-dia da instituição, a percepção das crianças em relação ao que é, de fato, a cultura popular tradicional fica muito aquém do que essa área de saberes e expressões tem a oferecer. E, para piorar, o mais comum é que suas manifestações acabam sendo tratadas na escola de maneira preconceituosa – como algo inferior em termos de conhecimento.

 

O folclore diz respeito à vida de cada um de nós, já que pertencemos a grupos sociais que levam adiante costumes, saberes e valores. Da mais simples receita culinária ao mais complexo ritual de casamento, tudo é compartilhado por um grupo e levado adiante com o passar do tempo e das gerações. Isso acontece somente por uma razão: essas tradições continuam a fazer sentido, inclusive para os mais jovens. (Extraído da revista Nova Escola on-line) 

Bullying:Uma brincadeira que pode deixar marcas na alma

Bullying é uma situação que se caracteriza por atos agressivos verbais ou físicos de maneira repetitiva por parte de um ou mais alunos contra um ou mais colegas. O termo inglês refere-se ao verbo "ameaçar, intimidar".

Estão inclusos no bullying os apelidos pejorativos criados para humilhar os colegas. E, não adianta, todo ambiente escolar pode ter esse problema. "A escola que afirma não ter bullying ou não sabe o que é ou está negando sua existência", diz o médico pediatra Lauro Monteiro Filho, fundador da Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e Adolescência (Abrapia), que estuda o problema há nove anos.

Segundo o médico, o papel da escola começa em admitir que é um local passível de bullying, informar professores e alunos sobre o que é e deixar claro que o estabelecimento não admitirá a prática - prevenir é o melhor remédio. O papel dos professores também é fundamental. "Há uma série de atividades que podem ser feitas em sala de aula para falar desse problema com os alunos. Pode ser tema de redação, de pesquisa, teatro etc. É só usar a criatividade para tratar do assunto", diz.

O papel do professor também passa por identificar os atores do bullying - agressores e vítimas. "O agressor não é assim apenas na escola. Normalmente ele tem uma relação familiar onde tudo se revolve pela violência verbal ou física e ele reproduz o que vê no ambiente escolar", explica o especialista. Já a vítima costuma ser uma criança com baixa autoestima e retraída tanto na escola quanto no lar. "Por essas características, é difícil esse jovem conseguir reagir", afirma Lauro. Aí é que entra a questão da repetição no bullying, pois se o aluno reage, a tendência é que a provocação cesse.

Claro que não se pode banir as brincadeiras entre colegas no ambiente escolar. O que a escola precisa é distinguir o limiar entre uma piada aceitável e uma agressão. "Isso não é tão difícil como parece. Basta que o professor se coloque no lugar da vítima. O apelido é engraçado? Mas como eu me sentiria se fosse chamado assim?", orienta o médico. Ao perceber o bullying, o professor deve corrigir o aluno. E em casos de violência física, a escola deve tomar as medidas devidas, sempre envolvendo os pais.

O médico pediatra lembra que só a escola não consegue resolver o problema, mas é normalmente nesse ambiente que se demonstram os primeiros sinais de um agressor. "A tendência é que ele seja assim por toda a vida a menos que seja tratado", diz. Uma das peças fundamentais é que este jovem tenha exemplos a seguir de pessoas que não resolvam as situações com violência - e quem melhor que o professor para isso? No entanto, o mestre não pode tomar toda a responsabilidade para si. "Bullying só se resolve com o envolvimento de toda a escola - direção, docentes e alunos - e a família", afirma o pediatra. (Extraído da Nova Escola on-line)

O que fazer para promover o aprendizado de L.E.?

O que fazer para promover o aprendizado de L.E.?

 

A promoção do aprendizado de uma língua estrangeira passa por diversos fatores, muitos nos quais o professor poderá atuar e/ou desencadear, outros dependerão exclusivamente dos aprendizes. Tentaremos, uma vez que fazemos parte do processo de ensino, caracterizar em etapas o que cabe ao professor fazer para promover a aprendizagem:

·         Defender aguerridamente a sua disciplina e a importância da mesma para os seus alunos, pois sem a julgar importante, os alunos não terão interesse em aprendê-la. Exemplifique, traga coisas do cotidiano, como embalagens de produtos que todos consomem e que está no idioma estudado, faça-os perceberem-se excluídos, se não se inserirem na dinâmica da comunicação atual;

·         Tornar sua disciplina atraente, (línguas sempre atraem de algum modo, as pessoas) mesclando suas aulas com coisas do interesse dos alunos, como músicas, HQs, textos de assuntos que interessem a faixa etária deles, trechos de filmes, vídeos interessantes, etc.

·         Utilizar trabalhos em grupo ou individuais, que sinalizem e valorizem os avanços dos aprendizes.

·         Promover o uso da língua estudada dentro (na prática do professor o maior tempo possível na língua alvo, bem como o incentivo de o aluno também se expressar na mesma) e fora da sala de aula. (podendo para isso investir em atividades extra-classe, como leituras, exercícios gramaticais, treino da prática oral, et cetera)

·         Ao utilizar atividades para a prática oral, elogie-os descaradamente e critique-os apenas quando for extremamente necessário, pois além do fator psicológico da inibição de se expressar em público que muitos possuem, há ainda o agravante da “pagação de mico,” termo juvenil muito utilizado para expressar a sensação de vergonha, que é o que muitos estudantes sentem ao se expressarem em idiomas diferentes na frente dos demais, cabendo-nos portanto a missão de ajudar na construção da auto-estima alta dos alunos para os fazerem participar mais.

·         Para cada atividade desenvolvida, salientar que se está avaliando o mesmo e de fato o fazer. Sabendo que está sendo avaliado o aluno buscará dar o seu melhor, na ânsia e na ganância de ver sua média crescer, ao invés de guardar todo o seu potencial apenas para os exames finais.

Esses passos que listamos aqui são os que dependem de nós, professores, para promover o aprendizado, mas devemos observar também os fatores desencadeadores da aprendizagem por parte dos alunos, como o seu silent period (período de incubação mental do conteúdo exposto, no qual não há manifestação de qualquer tipo, o que erroneamente às vezes nos leva a pensar que o aluno não aprendeu nada, quando de repente ele sai da incubadora interagindo ativamente) sua interlíngua (a maneira pela qual o aluno acha que aprende melhor: Ouvindo, lendo, escrevendo, traduzindo...) seu grau de afetividade com o professor (que pode alavancar ou atrapalhar seu desenvolvimento, pois o estudante pode pensar “Vou me esmerar nesse trabalho, pois gosto desse professor e ele de mim.” Ou “Ah, trabalho de professor X.? Ele vai me passar mesmo, ele é bonzinho, ele gosta de mim.”) seu interesse pessoal na língua (quer aprender visando um emprego, quer fazer faculdade na área, quer viajar, entre outros motivos) e sua disciplina de estudos, ou seja, seu tempo disponível para estudar, uma vez que o tempo da sala de aula é insuficiente, bem como seu auto-policiamento na resolução de exercícios, leitura de materiais no idioma estudado e prática constante.

Como podemos ver, a aprendizagem de idiomas é uma “espada de dois gumes” porque depende dos dois maiores envolvidos, o mestre e o discípulo, para acontecer de verdade. Ainda que o mestre queira ensinar e seja deveras criativo, o aluno sem disciplina ou interesse pouco irá avançar nos seus estudos. Além disso, o aluno apático acaba por desmotivar o professor, que passa a perder o esmero pela elaboração de suas aulas, pois não há plenitude e nem sentido na aprendizagem se não houver para quem se ensine. Porém o professor pode ficar certo de uma coisa: Cedo ou tarde, será a ele atribuído o fracasso, muito mais do que o progresso daqueles aprendizes. 

Pensamento, linguagem e ensino no aprendizado de Línguas: Como tratar isso no seu cotidiano?

Pensamento, linguagem e ensino no aprendizado de Línguas: Como tratar isso no seu cotidiano?

 

Essas três etapas: pensamento, linguagem e ensino se complementam a partir do momento  que se estiver propondo a aprendizagem, especialmente de Língua Estrangeira. São etapas distintas que se fazem necessárias individual e coletivamente, como veremos a seguir.

Quando se percebe uma fase de incubação das idéias expostas e consequentemente adquiridas pelo aprendiz, dizemos que dá-se o pensamento, a racionalização mental e a produção que envolve intelectualismo e inteligibilidade a respeito da língua que se está aprendendo. É nessa fase que o aprendiz irá fazer uma análise do que e para que está estudando, da melhor maneira de aprender, das suas dificuldades e avanços. O pensamento irá nortea-lo a tomar as atitudes que ele considera favoráveis, bem como irá inibi-lo diante das que ele classificar como supérfluas durante o seu processo de aprendizagem.

A linguagem falada não figura apenas como verbalização do pensamento, uma vez que, consagrada pela expressão popular “falei sem pensar” é uma faculdade dissociada da faculdade de pensar, embora com ela mantenha estreitos laços de mútua dependência, por exemplo, quando eu falo e depois reflito sobre o que falei, ou penso e depois externo o que pensei, assim tornando o pensamento e a fala complementares um ao outro. É na fase da linguagem, seja ela externada ou não, (uma vez que também consideramos a fala interior de cada indivíduo como o mecanismo de dialogar consigo. Esta “fala interior” que algumas pessoas confundem com o pensamento é exatamente aquela que usamos para ler sem emitir palavra,  dizer mentalmente uma coisa quando se disse outra totalmente diferente pela via oral e é aquela fala que às vezes nos causa problemas, quando está dialogando com a fala exterior, pois é nesse exato momento de um curioso diálogo consigo, quando a sua fala interior diz algo e a sua fala exterior justifica ou concorda, que alguém vai te flagrar e concluir que você é “doido”!)

Como colocávamos anteriormente, é nessa fase de linguagem que o aprendiz irá iniciar seu processo de atestar para si e para os demais, as estruturas do que lhe foi ou está sendo ensinado, seja através de questionamentos, seja pela simples participação, seja pela produção apresentada, ele irá usar algum tipo de linguagem (verbal, corporal, artística... ) para emitir sinais de que está ou não no fluxo da aprendizagem.

O ensino, por sua vez, é a coroa das três etapas discutidas. É ele o promotor-mor da aprendizagem, é ele que fará uso de planejamentos, técnicas, materiais e situações que possibilitem seu espraiamento. No processo de ensino, o pensamento e a linguagem se complementam e também se individualizam, sempre com a mesma finalidade, que é promover o aprendizado.

Em nosso contexto escolar, que são salas de aula de Ensino Médio de faixas etárias variadas, o trio pensamento, linguagem e ensino são constantemente revistos e renovados, de acordo com o objetivo previsto para cada aula, cada atividade que se realize.

É no contexto de sala de aula que se tem o campo fértil das idéias e concepções incessantemente posto à prova e que se espera que se use com mais polidez e menos espontaneidade a linguagem: refletida, medida, ponderada.

No pensamento, neste ninguém pode mandar: embora a linguagem corporal possa mostrar que o aluno está atento, nem sempre isso é verdade. O pensamento do aluno pode ser influenciado, persuadido, para que ele possa refletir sobre o que está sendo ensinado e isso vai depender dos artifícios que lançaremos mão para convencê-lo a deixar de pensar no que ele quiser naquele momento (na namorada, no jogo, na festa que irá) para concentrar-se naquilo que queremos, que achamos importante que ele pense.

Portanto, outra vez nos remetemos ao ensino. Se o ensino não for atrativo, se não for significativo, se não for bem avaliado por ambas as partes que com ele se envolvem, então infelizmente, será um ensino deficiente, e consequentemente, trará falhas à aprendizagem.

Achamos que é chegada a hora de nos deslocarmos para bem longe do lugar-comum das lamentações e das desculpas: “não faço isso porque não tenho aquilo...” “minha escola é desse jeito”, “meu aluno não quer nada com a vida...” e desenvolvermos, com o que temos, os talentos que Deus nos deu e nos dedicarmos aos nossos planos de aula (para nós o plano é a primeira etapa do ensino) da mesma forma que nos dedicamos a uma sessão de moda, na qual misturamos peças novas com antigas na construção de novos looks que melhor expressem nosso marketing pessoal, devemos estar sempre revendo, refazendo ou mesmo revisitando os métodos clássicos de ensino que nos possibilitem promover de fato a aprendizagem, e não uma maquiagem numérica da mesma.

Fundação do NELL em Lajes

NELL – NÚCLEO DE ESTUDOS DE LÍNGUAS LOCAL

O QUE É O NELL? O NELL (Núcleo de Estudos de Línguas Local) é uma associação sem fins lucrativos que visa dar um apoio teórico e metodológico aos professores de Línguas (Portuguesa, Tupi, Inglesa, Espanhola e Francesa) aqui na nossa cidade. Foi idealizado por alguns professores lajenses: Vitória Avelino, Marcos Antônio Nunes, Nevonice Laureano e Edmilson Cunha e agora passará a ser efetivado.

Desde 1998, um crescente interesse pelo estudo de idiomas tem crescido em nossa cidade, bem como a presença de pessoas estrangeiras aqui tem se intensificado, porém vemos que depois que sai da Universidade, enfrentando a dura realidade da sala de aula, os profissionais do Ensino de Línguas tem pouca ou nenhuma oportunidade de exercer seu ofício como realmente gostaria. É aí que entra o papel do NELL: Rever, junto com esses profissionais, estratégias que possibilitem um melhor ensino-aprendizagem de sua disciplina, resgatar a auto-estima profissional e promover pesquisas que nos ajudem a melhor compreender a mente estudantil, no tocante a aprendizagem de idiomas. Nosso lema é: “Um ao outro ajuda e ao seu irmão diz: Seja forte!” (baseado em Isaías 41. 06).

AÇÕES QUE O NELL PRETENDE REALIZAR AINDA EM 2010:

1.      Reuniões bimestrais para planejamento, exposições e pesquisas;

2.      Em cada reunião, contar com a presença de pelo menos uma pessoa estrangeira, para exercitarmos a conversação;

3.      Capacitações de e para professores de línguas;

4.      Um sarau lítero-musical.

5.      Apoio a quaisquer manifestação idiomática promovida pelos professores participantes;

6.      Utilização de um espaço informativo digital para divulgação de idéias e trabalhos bem sucedidos. Este espaço já existe: Acesse  http://vitoriaavelino.zip.net (BLOG DA VITÓRIA)

COMO PARTICIPAR DO NELL? Basta ser ou estar se graduando no magistério de uma das línguas citadas (Portuguesa, Tupi, Inglesa, Espanhola e Francesa) para vir somar conosco.

ONDE SERÃO AS REUNIÕES DO NELL?     Na casa da Cultura da nossa cidade. QUANDO SERÃO AS REUNIÕES DO NELL? Sempre que possível, no segundo sábado de cada último mês do bimestre. A primeira será dia 26/06/10, compreendendo o bimestre Maio-Junho, a partir das 09:00h da manhã.

Atenciosamente:

Professora Vitória Maria Avelino da Silva – fundadora e atual presidente do NELL.

Especialista no Ensino de Língua Inglesa e mestranda (vínculo especial) em Linguística Aplicada pela UFRN.

Um texto para refletir

§A BÍBLIA E O CELULARÈ

Já imaginou o que aconteceria se tratássemos a nossa Bíblia do jeito que tratamos o nosso celular?

E se sempre carregássemos a nossa Bíblia no bolso ou na bolsa?

E se déssemos uma olhada nela varias vezes ao dia?

E se voltássemos para apanhá-la quando a esquecêssemos em casa, no trabalho...

E se a usássemos para enviar mensagens aos nossos amigos?

E se a tratássemos como se não pudéssemos viver sem ela?

E se a déssemos de presente a alguém querido? Que presente!

E se a usássemos quando viajamos?

E se lançássemos mão dela em caso de emergência?

Mais uma coisa:

Ao contrário do celular, a Bíblia não fica sem sinal. Ela pega em qualquer lugar.

Não é preciso se preocupar com a falta de créditos, pois Jesus pagou a conta e os créditos não tem fim.

E o melhor de tudo: Não cai a ligação e a carga da bateria é para toda a vida!

Cartões postais da Serra do Feiticeiro

Estamos levando para Nísia Floresta os postcards que produzimos na Serra do Feiticeiro. Esperamos com isso valorizar ainda mais a cultura lajense e promover o turismo da nossa região, que afinal é riquíssimo, ainda que não explorado!

O papel da Interlíngua para o professor de Inglês

 

 

A interlíngua, que entendemos como o processo mental individual do aprendiz de Língua Estrangeira, que pode ser externada em atitudes e maneirismos cuja finalidade é promover ou desenvolver a aprendizagem,  tem sua importância no âmbito do ensino de Inglês desde que não figure como uma superstição viciante, capaz de coibir o aprendizado em situações nas quais ela não se possa fazer presente (ainda e principalmente por ser mental!)

Vejamos por exemplo alguém que desenvolve mecanismos interlinguais a partir de uma visão behaviorista, ou seja, criando hábitos, e um dos hábitos dessa pessoa é achar que só aprende escrevendo... repentinamente essa pessoa se acha em um ambiente de aprendizagem e não dispõe de papel ou caneta, ou outra coisa que escreva, para poder registrar por escrito as novidades a serem aprendidas e daí chegue à supersticiosa conclusão de que não vai aprender porque não tem como tomar notas, mostrando que sua consciência de interlíngua é prejudicial, ao transformar lápis e papel em amuletos.

Enquanto professores de Línguas estrangeiras, compartilhamos a idéia de que a interlíngua (desde que seja flexível: onde o aprendiz que a desenvolveu possa mudar suas regras, excluir antigas e aceitar novas) é sim necessária e útil ao aprendizado de idiomas, até por estarmos conscientes, de acordo com VIAN JUNIOR (2010)1, de que existem pessoas com características de aprendizagem diferentes umas das outras, por exemplo: há pessoas auditivas, que tem mais facilidade de aprender ouvindo, há pessoas visuais, que necessitem que lhes mostremos as palavras, há pessoas cinestésicas, que precisam de movimento para aprender, e assim cada aprendizado se torna único. O que serve como método de aprendizado para mim pode não interessar ao outro e vice-versa.

Não havíamos analisado ainda a o papel das diferenças de interlíngua e ver como o mesmo influi na aprendizagem , pois  muitas pessoas (em especial, os professores) não entendem esses papeis, e assim passam a querer que a sua maneira de aprender seja a do outro e só querem ensinar ao outro mediante seus próprios interesses, daí a incessante busca pelo método ideal, a abordagem fantástica que irá fazer com que todos aprendam inglês. Também é da característica dessas pessoas querer usar apenas os métodos e técnicas que casem com a sua interlíngua.

Os aprendizes, por sua vez, selecionam este ou aquele professor como o melhor, justamente porque ambos desenvolvem mentalmente as mesmas regras ou ferramentas interlinguais (no caso dos que são “bons”) Ou regras completamente “sem sentido” para os que os acham ruins professores.

Além disso é impossível rotular ou medir o nível de inteligência e desenvolvimento do aprendizado permeado pela interlíngua de alguém por a mesma ser algo particular, só a própria pessoa se auto-avaliando é que poderá chegar às conclusões necessárias para continuar ou não obedecendo a sua interlíngua.

Respeitando as diferenças interlinguais e procurando aprimorá-las (no caso das supersticiosas) sempre que possível nos deixa a idéia de que o papel da interlíngua é sim de saldo positivo para as relações  de ensino-aprendizagem de língua Inglesa.

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